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Fernando Teixeira

FERNANDO PAES COELHO TEIXEIRA

Grão Mestre fundador e Jubilado da GRANDE LOJA REGULAR DE PORTUGAL

Curriculum Vitae maçónico
- Supremo Conselho do 33º e último Grau do   Rito Escocês Antigo e Aceite para Portugal.
- Membro Honorário do Grande Priorado de   Helvetia.
- Cavaleiro Benfeitor Honorário da Cidade
  Santa do Grande Priorado Lusitano.
- Grande Prior do Capítulo Português do Arco   Real.
- Membro Honorário do 33º e último Grau do
  Supremo Conselho do Rito Escocês Antigo e   Aceite dos Corpos Rituais da NATO.
- Membro de Honra da Grande Loja de
  Washington D.C.
- Membro de Honra da Loja "Atlântida" da
  Grande Loja de Espanha.
- Grande Oficial Honorário do Grande
  Oriente de Itália.
- Membro Honorário (Venerável de Honra)
  da Loja "Oldest Ally" da Grande Loja Unida de   Inglaterra.
- Grande Oficial Honorário da Grande Loja de   Porto Rico.

- Grão Mestre Honorário "Ad Vitam" da Grande Loja da Roménia
- Medalha de ouro da Grande Loja Nacional Francesa

O MAÇON
Em 1984, com um grupo de menos de 40 obreiros, Fernando Teixeira sai do Grande Oriente Lusitano e funda a Grande Loja de Portugal. Em 1989, é designado Grão Mestre do Distrito de Portugal
da Grande Loja Nacional Francesa, passo fundamental para, em 1991, a Grande Loja Regular de Portugal ser reconhecida internacionalmente como a única Obediência Regular portuguesa e
Fernando Teixeira o seu Grão Mestre. É reeleito em 10 de Setembro de 1994 e sai a seu pedido, em Setembro de 1996, como Grão Mestre Jubilado, organizando um Convénio internacional que juntou os Grão Mestres das principais Obediências regulares de todos os continentes.
Nessa data, a Grande Loja Regular de Portugal e o seu Grão Mestre tinham grande prestígio, interno e internacional.
Fernando Teixeira foi o principal fundador e o primeiro líder da primeira organização maçónica portuguesa regularmente reconhecida.
A memória do seu papel determinante na constituição e liderança da Grande Loja Regular de Portugal é inesquecível para os que partilharam com ele os primeiros sete anos de vida da Instituição mas é, para além disso, um legado perene e incontornável para a história da Maçonaria Universal que, pela primeira vez, pode contar com a regularidade da Obediência portuguesa, à Glória do Grande Arquitecto do Universo.

O MÉDICO
Licenciou-se em Medicina em 1953 tornou-se especialista em análises clínicas em 1955.
De 1955 a 1963 dirigiu, na qualidade de Chefe de Laboratório da Faculdade de Medicina de Lisboa, o Laboratório de Investigação Científica da cadeira de Pediatria.
Foi encarregado pela Junta de Energia Nuclear para: "montar, em 1962,
e dirigir a Unidade Laboratorial de protecção contra-radiações "organizar, em 1967, o serviço de Biologia, cargo que manteve até 1973.
Organizou a Unidade Laboratorial do Centro de Reanimação do Hospital do Rego.
Integrou o:"International Board da Federação Internacional de Química Clínica, em representação da Sociedade Portuguesa de Química Clínica e da Sociedade Portuguesa de Bioquímica "Comitê Internacional para Estudo e Conservação de Alimentos por Radiações
Ionizantes.
Fundou e foi Director Técnico da Clínica de Diagnósticos Dr. Fernando Teixeira (Laboratório privado de análises clínicas).

O ESTUDIOSO (Actividades Culturais)
Mestrado de Sociologia (defendeu tese sobre aspectos culturais relacionados com o Touro Bravo).
Pós-Graduação em Sociologia das Religiões.
Professor Catedrático convidado da Universidade Independente de Lisboa e Vice-Presidente do Conselho Directivo.
Entre 1947 e 1951, trabalhou na Rádio Renascença, como produtor de programas, pertencendo-lhe a autoria do primeiro programa da Rádio Portuguesa dedicado ao Teatro Lírico ("Ópera para Todos").


Na área da etnologia e tauromaquia, desde 1976 até à morte, foi em :

- Portugal , cronista, tendo escrito nos jornais: Dia; 10 de Junho; A Tarde; O Diabo; Semanário e Diário Notícias; colaborador da revista "Taurologia" e escritor convidado da revista "Clarim Taurino";director da revista "Novo Burladero", de 1980 a 1984.
- Deu um curso de taurologia em 1990, a convite do Centro Cultural da Terceira Idade do Grémio Lisbonense;
- Espanha , cronista, tendo escrito dos jornais: "Diário Dezasseis"; publicações especializadas "Toro" e”Toros 92"; participou, em Sevilha, em 1983, no curso de Cultura e bagos, Tauromaquia organizado pela Universidade Menendez Pelayo.
- Foi sócio da Associação Cultural Taurina de Madrid e no México, cronista, tendo muitos artigos publicados em jornais da especialidade.
- Na área da sociologia, participou no simpósio Religião e ideal Maçónico, organizado pela Universidade Nova de Lisboa, em Março de 1994; no Seminário Internacional de Tauromaquias Populares organizado pelo Instituto de Sociologia e Etnologia das Religiões e o Centro de Investigação e Estudos de Sociologia, em Abril de 1995; nos Cursos de Verão da Universidade Complutense de Madrid no Escorial sobre Maçonaria e Religião, em Junho de 1995, a convite do Padre António Ferrer Benimeli e nas conferências (1996) organizadas pelo CETAD - Centro de Estudos Tradicionais Afonso Domingues, tendo apresentado "Mensagem e Filosofia da Maçonaria para o ano 2000".

"Fernando Paes Coelho Teixeira (...) Fez uso deste ex-líbris de formato triangular, gravado em linóleo pelo Arq. Segismundo Pinto em 1994, opus 217. É heráldico, com dupla leitura.

A primeira, de armas assumidas (que poderiam não ser, uma vez que o utente tinha direito ao uso de armas de família), é: de (ouro), cruz potenteia (azul) vazia do campo. Acantonadas quatro romãs de sua cor, abertas.
Por timbre, fénix de (vermelho) sobre imortalidade de (ouro), carregada no peito de um triângulo de (ouro).

Elmo, virol e paquife. Na base do triângulo a divisa, "Pela Lei e Pela Grei" completam o desenho.A segunda leitura é a maçónica: em campo de (ouro), cruz de Jerusalém - 7º grau do R E R ,Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa que tem por princípios a devoção ao Cristianismo, à Pátria, ao Trabalho e à Beneficiência; acantonadas quatro romãs que segundo Frei Isidoro Barreiro, do Real Convento da Ordem de Cristo, em Tomar, significam - "tudo o que diz respeito à concórdia e união de vontades; porque assim, como a união dos bagos, unidos dentro da romã, crescendo igualmente com a mesma cor e aparência, juntos formando um corpo". Assim deverão estar todos os irmãos duma loja maçónica. Compara ainda Frei Barreiro, a Igreja `a romã: "unida com a maior diversidade de filhos, de todas as raças e cores, floresce e engrandece". Assim, também, deverão estar todos os II , sem dogmas, trabalhando o ritual rico de simbolismo. O elmo, símbolo tradicional do cavaleiro, está encimado por uma fénix sobre uma fogueira, símbolo da longevidade, de nome sem mancha e de esperança na vida futura, pois segundo a lenda, esta ave renasce das cinzas da fogueira em que assenta. Elemento representativo do 32º e 33º graus do R E A A e do de Cavaleiro Benfeitor da Cidade Santa. No peito da fénix um Delta completa as armas. A divisa é Ancestral - já El-Rei Dom João II a usava - demonstra o espírito de Verticalidade do seu utente."

 

Cf. DUARTE, Sérgio Avelar EX-LIBRIS E MAÇONARIA Separata de Tabardo Nº1, do Centro Lusíada de Estudos Genealógicos e Heráldicos da Universidade Lusíada - Livraria Bizantina, Lisboa MMII

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