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História

A HISTÓRIA

Em 29 de Junho de 1991 é consagrada a GLRP - Grande Loja Regular de Portugal, e em 15 de Julho de 1991 é celebrada, no 3º Cartório Notarial de Lisboa, a escritura da Associação com o mesmo nome.

A GLRP - Grande Loja Regular de Portugal foi *“criada sob os auspícios da Grande Loja Nacional Francesa, a Grande Loja Regular de Portugal veio trazer a Portugal o que desde há muito se impunha: o regresso necessário e urgente, aos verdadeiros princípios da Maçonaria, consignados nos Landmarks e “Antigos Deveres”, seguidos por todas as Maçonarias regulares e pela própria Maçonaria portuguesa, mas abandonadas pelo Grande Oriente Lusitano neste século.

De facto, aquilo que se chama a regularidade maçónica é muito

mais do que um simples reconhecimento por parte de certas Potências maçónicas de prestígio internacional, como a Grande Loja de Inglaterra ou as Grandes Lojas norte americanas – esse mesmo reconhecimento depende da aceitação (e da prática) de certos princípios básicos, fundamentais como pedras angulares, para que a própria Iniciação seja efectiva.

Como seria possível avançar no caminho iniciático sem a consciência clara de que se trabalha para a glória do Grande Arquitecto do Universo, sabendo, com a certeza que a Fé nos dá, que Este é infinitamente mais do que uma figura de retórica ou criação de um simbolismo inventado pelos homens. A mais elementar consulta dos Old Charges que nos foram legados pelos Maçons medievais, ou mesmo de épocas posteriores, mostra-nos que o trabalho da construção do Templo, interior e exterior, representa a participação do Homem na Criação do Universo, iniciada por Deus e que deverá ser concluída pelo Artísta, pelo Artesão, pelo Mestre da Obra. E mesmo hoje, para um Maçon “especulativo”, se ele não dispõe de uma pedra bruta para afeiçoar e transformá-la em cúbica, resta-lhe o essencial: a sua própria matéria-prima, o seu Eu que deve ser transmutado em Tu – a construção do verdadeiro Templo, que é feita no interior de nós, através de uma Paixão, Morte, Ressurreição e Ascensão a estados superiores, aos quais convencionámos chamar Céus ou Esferas celestes.

A Grande Loja Regular de Portugal, através da sua Constituição e da prática das suas Oficinas, veio repor essas verdades essenciais na vida maçónica portuguesa. Após a chama efémera da Grande Loja de Portugal, em 1984-85, Maçons de prestígio como Fernando Teixeira, entre outros, retomaram essa ideia e, graças ao apoio dos altos dignitários da Grnade Loja Nacional Francesa, lançaram as bases do regresso a Portugal da Maçonaria Regular.

Primeiramente um Distrito da GLNF, a Grande Loja Regular de Portugal viria a nascer oficialmente em 29 de Junho de 1991, como dissemos (coincidindo a data quase com a da festa de S. João de Verão), durante uma cerimónia solene de consagração realizada num hotel do Estoril, presidida pelo Grão-Mestre da Grande Loja Nacional Francesa, André Roux, e pelo Grande Secretário da mesma Obediência, Yves Trestournel, e a que assistiram delegações das Grandes Lojas da Hungria, da Costa do Marfim, Suíça Alpina, Luxemburgo, Grécia, Checoslováquia e Bélgica, dos Grandes Orientes, de Itália e do Brasil e o presidente da Comissão de Reconhecimento dos Grão-Mestres da América do Norte.”

* Carvalho, António Carlos, in “Para a História da Maçonaria em Portugal 1913-1935”, Edições Vega, Prefácio da 2ª edição



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